quinta-feira, março 01, 2007

Entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues

HARMONIZAÇÃO DOS PREÇOS DOS ARTIGOS ESCOLARES

- CM – Como é que as escolas podem obter receitas?
- M.L.R. – Em muitas escolas os pavilhões são alugados e os espaços de convívio também para baptizados e casamentos. Muitas escolas têm as suas lojas de conveniência para os estudantes, mas não há muita racionalidade nestes negócios.
- O que é que pode mudar?
- Há a possibilidade de desenvolver esses negócios de forma mais harmonizada, para que as escolas, mas sobretudo os alunos e as suas famílias, possam tirar proveito. A ideia é que a valorização desses espaços possa ter como objectivo a qualidade dos serviços. As escolas mandam fazer t-shirts que dão aos alunos com marcas, sem nenhuma harmonização e a qualidade não é a primeira preocupação. O mesmo em relação aos produtos de papelaria, caderninhos, mochilas, tudo isso são áreas de negócio. Podíamos não apenas harmonizar a imagem mas também a qualidade dos produtos que são fornecidos e a preços aceitáveis, com tabelas. Uma t-shirt tanto pode ser vendida a trinta euros como a dez euros, não há nenhuma orientação.

Já estava desconfiado que caminhávamos para a escola da harmonização. E assim ainda vamos ser obrigados a comprar os "caderninhos" e a "mochila" com a imagem da escola...
Mas, seriamente, na nossa escola até há espaço para colocar uma bomba de gasolina ou um mini-mercado...
Esta será a escola do futuro.
(A entrevista pode ser lida na nossa página Web - Correio da Manhã)