António Barreto: Não consigo perceber o que leva o ministério a cometer um crime destes.
António Barreto, num artigo de opinião publicado no Público de 29 de Outubro de 2006, aborda a questão do fim da disciplina de filosofia no ensino secundário. A notícia circula há já algumas semanas e do lado da tutela, não há, até ao momento confirmação ou desmentido. Trata-se de uma forma rasteira de governação, que começa a fazer escola neste Portugal do século XXI: deixa-se primeiro sair a notícia e depois aguarda-se, como quem pesca à linha, as reacções. Se estas forem fortes e consistentes, recua-se. Se não, espera-se que a vox populi interiorize e divulgue a ideia, e avança-se com a política do facto consumado. Não faltam exemplos na prática governativa dos últimos tempos.
Sinais destes tempos de austera, apagada e vil tristeza.
Sinais destes tempos de austera, apagada e vil tristeza.

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