Entrevista a John Gray
A entrevista da revista ÉPOCA.br (link) a John Gray, filósofo inglês, vem a propósito de estar neste momento a ler a sua última obra publicada em Portugal com o título Sobre Humanos e Outros Animais, das edições Asa, Cachorros de Palha na edição brasileira, porque foram fiéis ao título original.
Excerto do livro Sobre Humanos e Outros Animais, de John Gray :
Os filósofos contemporâneos não se atrevem a afirmar que a filosofia nos ensina a viver, mas também lhes é difícil dizerem-nos o que ela efectivamente ensina. Se forem pressionados, talvez arrisquem a opinião de que introduz clareza no pensamento. Objectivo meritório, sem dúvida. Mas o pensamento claro pode ser induzido igualmente pelo estudo da história, da geografia ou da física. O rigor mental não deverá depender da posse de um departamento académico próprio.
Este livro revela-se contemporâneo na crítica ao legado cristão e humanista da história da filosofia desde Sócrates e Platão, sem cedências ideológicas ou filosóficas analisa o processo de construção de um lugar 'humano' ao longo da história contrapondo a essa imposta 'humanidade' a nossa efectiva animalidade. Surpreendente, original, polémico, brilhante, acutilante até à dor, este livro transgride o modo convencional de nos pensarmos e de pensar o nosso entendimento.
É um livro de leitura obrigatória feita prazer e, na minha opinião, paradigmático. Procura um novo rumo nesta já velha odisseia da filosofia ocidental.
Intenso, arrepiante, genial - John Gray
Excerto do livro Sobre Humanos e Outros Animais, de John Gray :
Os filósofos contemporâneos não se atrevem a afirmar que a filosofia nos ensina a viver, mas também lhes é difícil dizerem-nos o que ela efectivamente ensina. Se forem pressionados, talvez arrisquem a opinião de que introduz clareza no pensamento. Objectivo meritório, sem dúvida. Mas o pensamento claro pode ser induzido igualmente pelo estudo da história, da geografia ou da física. O rigor mental não deverá depender da posse de um departamento académico próprio.
Este livro revela-se contemporâneo na crítica ao legado cristão e humanista da história da filosofia desde Sócrates e Platão, sem cedências ideológicas ou filosóficas analisa o processo de construção de um lugar 'humano' ao longo da história contrapondo a essa imposta 'humanidade' a nossa efectiva animalidade. Surpreendente, original, polémico, brilhante, acutilante até à dor, este livro transgride o modo convencional de nos pensarmos e de pensar o nosso entendimento.
É um livro de leitura obrigatória feita prazer e, na minha opinião, paradigmático. Procura um novo rumo nesta já velha odisseia da filosofia ocidental.
Intenso, arrepiante, genial - John Gray
Mariaceucosta
(texto enviado pela M. do Céu e publicado a seu pedido)

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