terça-feira, julho 10, 2007

FAROL: UM SABOR A EPOPEIA


Sou forçado a falar de novo na revista Farol.
Com efeito, ontem, 9 de Junho, ocorreu em Barcelos o lançamento de um livro do Vale Ferreira, obra que ele deixou pronta a ser impressa.
Partindo da ordem do alfabeto, (e por isso lhe chamou Dicionário), o autor faz um comentário ou um poema sobre assunto iniciado por cada letra e, na letra F, escreve sobre Farol.
O livro tem, para mim, um sentido premonitório; é uma espécie de testamento pessoal, uma espécie de este sou eu que vos deixo.
Aqui fica o texto que o Vale Ferreira escreveu (em 2002).

FAROL: UM SABOR A EPOPEIA

Há 22 anos, Viana do Castelo sentia a inópia de as suas Escolas não terem penetrado no Meio.
A então já categorizada Escola de Monserrate quis dar passos seguros, nesta linha.
Nessa altura, como hoje, este Estabelecimento de Ensino possuía uma plêiade de docentes de grande classe. Seria mais ou menos fácil, a partir da ciência e pedagogia dos professores, entusiasmar alunos e funcionários.
Nasce por isso, em 1980, o binómio Escola – Colectividade.

O quadricentenário da morte de Luís de Camões motivou, nesse ano, uma série eloquente de actividades da Escola de Monserrate.
Dizia, há dias, um ainda docente da prestigiada Escola: – “Nessa altura, a Escola mexeu.”
Teve, por certo, muitos outros momentos de glória.
Sem financiamentos nem subsídios do Estado e, por vezes, sem disponibilidade de tempo, há 22 anos, um grupo de professores consegue levar a bom porto um conjunto de acções didáctico-pedagógicas.
Aparece, aqui, a ideia de uma revista. Responsabilizámo-nos pelo projecto. Gostaram dele. Incentivaram-nos a organizar a publicação.
Tornou-se fácil a escolha do nome. Brotou, à primeira.
Naturalmente, naquela escola concreta, junto do mar e na linda Viana, apresentava-se um título carregado de simbolismo.
Defendemos o formato – A4 –, o número de páginas e o conteúdo. Os objectivos eram lógicos:
a) dinamizar a escola;
b) educar para a feitura de textos;
c) estimular a aprendizagem de Português e da Comunicação Social;
d) difundir a Cultura, espevitando potencialidades;
e) proteger os Valores;
f) interiorizar a realidade, a fim de melhor se agir sobre ela.

Farol entraria nos lares dos Encarregados de Educação...
Nesta hora alta de Farol, desta Barcelos, endereçamos os merecidos parabéns aos Directores, Redactores, Administradores e Colaboradores.
Enaltecemos TODOS AQUELES que, ao longo dos anos, concorreram para o prestígio ascendente da Revista.
Sabe bem ao criador vê-la crescida, pedagógica e encantadora,
Sabe bem sentir que a ternura, posta na confecção do primeiro número, e o rumo traçado pelo fundador ainda se mantêm. E já passaram 22 anos!
Obrigado.