Entrevista a Maria Filomena Molder
Maria Filomena Molder numa entrevista sobre filosofia:
No ensino o que se observa de mais preocupante é a inexistência de ideias autênticas, isto é, consequentes com uma interrogação prévia. A cultura está assente numa estrutura de transmissão, recepção e apropriação, simultaneamente muito poderosa e frágil, poderosa pela fertilidade, frágil porque é sujeita a perdas irreparáveis, a esquecimentos e a confusões que podem desfigurar o que nela está em causa. E nada disso é objecto de reflexão por parte dos responsáveis pela educação, preocupados em responder às exigências políticas, de mercado, e mesmo a ideologias educativas, sistemas finalísticos que muitas vezes têm a validade de um dia. A desvalorização da Filosofia inscreve-se neste contexto, não porque se despreze declaradamente a Filosofia, e até é possível fazer o seu elogio. E, no entanto, tende-se a passar por cima da evidência de ela ser a única disciplina que pode fazer da educação um campo próprio de pensamento.
No ensino o que se observa de mais preocupante é a inexistência de ideias autênticas, isto é, consequentes com uma interrogação prévia. A cultura está assente numa estrutura de transmissão, recepção e apropriação, simultaneamente muito poderosa e frágil, poderosa pela fertilidade, frágil porque é sujeita a perdas irreparáveis, a esquecimentos e a confusões que podem desfigurar o que nela está em causa. E nada disso é objecto de reflexão por parte dos responsáveis pela educação, preocupados em responder às exigências políticas, de mercado, e mesmo a ideologias educativas, sistemas finalísticos que muitas vezes têm a validade de um dia. A desvalorização da Filosofia inscreve-se neste contexto, não porque se despreze declaradamente a Filosofia, e até é possível fazer o seu elogio. E, no entanto, tende-se a passar por cima da evidência de ela ser a única disciplina que pode fazer da educação um campo próprio de pensamento.

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