sábado, março 22, 2008

Irlanda 1

Ontem, 20, cheguei a Dublin.
Sempre que eu falava na Irlanda, habitualmente me diziam que era um país bonito, embora muitos não tivessem passado por aqui.
Do ar não deu para nos apercebermos da geografia porque densas nuvens cobriam a ilha, coisa que parece ser habitual.
Depois do sufoco que sempre me dá ao ficar sem pontos de referência quando o avião aterra, chegado a chão firme, viajei para ao centro de Dublin e, após um ligeiro almoço, andei um pouco pela cidade, apesar da chuva que intermitentemente caía, embora não fosse de muito incómodo.
Dela ficou-me uma imagem cinzenta, imagem de uma cidade com uma arquitectura próxima da inglesa, mas sem brilho nas cores.
Já no final do dia visitei o pequeno museu e a biblioteca antiga da Trinity University e aí conheci o Mark e o Eddie com quem, por seu convite, participei no ritual obrigatório de saborear a cerveja de que os irlandeses muito se orgulham, a famosa Guinness, que pelo paladar característico depressa nos faz esquecer algumas irmãs loiras.
E com um jantar vegetariano e com uns bons cobertores na cama, bem se passou a noite e se recomeçou o dia de hoje, iniciando pela manhã a viagem de automóvel até Galway.
Nao é fácil viajar de carro em sentido contrário ao que estamos habituados; sempre nos parece que os outros vêm em contramão e por vezes tomamos uns valentes sustos, sobretudo ao percorrermos as rotundas. Aqui, o perigo vem da direita, ao contrário do que acontece em Portugal, (e hoje mais do que nunca!).
De Dublin a Galway atravessa-se uma paisagem não muito diferente da de alguns locais da nossa região. Todavia, não posso deixar de referir a surpresa que tive ao verificar que na cidade de Gort existe uma grande comunidade de cidadãos brasileiros, alguns donos de lojas onde transacionam produtos do Brasil, sem esquecer as T-shirts e outras peças de vestuário próprias do Verão.
Galway é uma cidade portuária situada no Oeste, por sinal bem bonita e bastante diferente de Dublin. Andámos pelas ruas principais, aproveitando o sol; mas algumas tivemos que evitar porque o vento frio e forte retirou-nos a vontade.
Por mero acaso, acabei por encontrar Oscar Wilde e Eduard Wilde com quem me sentei e de quem ouvi coisas curiosas, próprias de bons e permanentes observadores da cidade de Galway.
Famoso é o Spanish Arch, situado na fronteira da cidade com a água, e que faz parte da antiga muralha, ainda existente e protegida, inserida na arquitectura de um moderno centro comercial.

E mais logo seguiremos para outra região da qual lhes darei relato.

Assim farei enquanto tiver acesso à internet.
(Não disponho de teclado português; por favor coloquem os acentos no devido lugar, se faltarem; ou então habituem-se ao novo acordo ortográfico. Prometo que quando regressar, - e enquanto o acordo não surge definitivamente -, aproveitarei os que tenho em casa e porei no texto...)