Irlanda 2
Hoje, Sábado, acordei cedo porque, como é habitual por estas paragens mais a norte, não há forma de prolongar a noite quando o sol começa a aparecer, uma vez que não existem persianas ou outros meios para ocultar a claridade.
O dia estava primaveril, talvez de Verão para estas paragens, apesar de um vento forte e cortante, sobretudo mais junto à costa. Mas isso não impedia que muitas senhoras usassem apenas uma t-shirt o que, em boa verdade, me arrepiava. Não fora o vento e hoje teríamos um dia perfeito de finais de Primavera como em Portugal.
Decidimos caminhar mais para oeste e descemos pela costa com o objectivo de visitarmos Cliffs of Moher.
Dia singular para mim porque me foi cometida a tarefa de levar a viatura que temos.
Nunca havia conduzido pela esquerda, mas tomei decididamente o volante, concentrei-me com atenção redobrada porque se ser conduzido nestas circunstâncias já perturba, muito mais isso acontece ao conduzir e mais exigente é a nossa responsabilidade.
Depois de ter batido algumas vezes com a mão direita na porta para mudar as velocidades e após algumas perturbações superadas por exigente concentração quando tinha que mudar de via, mais fácil se tornou a condução e assim regressámos ao nosso quartel-general sãos e salvos e sem sustos de relevo. Mas confesso que ao conduzir pela esquerda me faltou carro à direita e me sobrou à esquerda.
A viagem foi feita pela costa oeste e apareceu-nos uma Irlanda diferente, rural e simultaneamente marítima, com povoados marinheiros e espaço para muita gente passar dias de lazer. É a Irlanda das férias marítimas para os irlandeses, procurada para aquisição de casas com essa finalidade.
Ballyvaghan foi a primeira localidade onde parámos e ai tomei porridge – uma mistura tradicional de leite, flocos de aveia, uvas passas e mel. Bem saboroso.
Retomámos o caminho e voltámos a parar em Doolin, já bem perto das falésias, onde chegámos pouco depois do meio-dia.
Cliffs of Moher são, de facto, impressionantes e trouxeram-me à memória um filme que eu vi quando era jovem e que em português se intitula A Filha de Ryan.
Parte desse filme deve ter sido feita nos Cliffs, suponho eu, porque as imagens que guardo aproximam-se da paisagem que este local me proporcionou hoje.
Surpreendeu-me a organização criada em torno deste acidente natural para atracção turística e que é uma forte fonte de receita.

Depois de termos caminhado nesse espaço, continuámos viagem e descemos mais até Lehinch, pequena povoação junto a costa, onde almoçámo
s num pub tradicional. Surpresa
das surpresas, para além de uma refeição bem servida, foi encontrar presos no tecto do pub dois cachecóis do Futebol Club do Porto, o que me encheu a alma de azul, como de certeza aconteceria com qualquer dragão. Não é assim, Victor? 
Encetámos então a viagem de regresso e resolvemos descer mais um pouco para visitarmos Ennis, uma cidade com bastante vida e muito acolhedora, mas já longe do mar.
Chegámos quando o sol se despedia depois de nos ter dado um dia muito agradável. Mas, como sempre, quem tivesse apostado que no dia de hoje não chovia, teria perdido porque à noite, pela hora de jantar, chuviscou um pouco.
É uma aposta que nunca se deve aceitar na Irlanda...
Bem, o dia de amanhã vem aí e depois contarei.
O dia estava primaveril, talvez de Verão para estas paragens, apesar de um vento forte e cortante, sobretudo mais junto à costa. Mas isso não impedia que muitas senhoras usassem apenas uma t-shirt o que, em boa verdade, me arrepiava. Não fora o vento e hoje teríamos um dia perfeito de finais de Primavera como em Portugal.
Decidimos caminhar mais para oeste e descemos pela costa com o objectivo de visitarmos Cliffs of Moher.
Dia singular para mim porque me foi cometida a tarefa de levar a viatura que temos.
Nunca havia conduzido pela esquerda, mas tomei decididamente o volante, concentrei-me com atenção redobrada porque se ser conduzido nestas circunstâncias já perturba, muito mais isso acontece ao conduzir e mais exigente é a nossa responsabilidade.
Depois de ter batido algumas vezes com a mão direita na porta para mudar as velocidades e após algumas perturbações superadas por exigente concentração quando tinha que mudar de via, mais fácil se tornou a condução e assim regressámos ao nosso quartel-general sãos e salvos e sem sustos de relevo. Mas confesso que ao conduzir pela esquerda me faltou carro à direita e me sobrou à esquerda.

A viagem foi feita pela costa oeste e apareceu-nos uma Irlanda diferente, rural e simultaneamente marítima, com povoados marinheiros e espaço para muita gente passar dias de lazer. É a Irlanda das férias marítimas para os irlandeses, procurada para aquisição de casas com essa finalidade.
Ballyvaghan foi a primeira localidade onde parámos e ai tomei porridge – uma mistura tradicional de leite, flocos de aveia, uvas passas e mel. Bem saboroso.
Retomámos o caminho e voltámos a parar em Doolin, já bem perto das falésias, onde chegámos pouco depois do meio-dia.
Cliffs of Moher são, de facto, impressionantes e trouxeram-me à memória um filme que eu vi quando era jovem e que em português se intitula A Filha de Ryan.
Parte desse filme deve ter sido feita nos Cliffs, suponho eu, porque as imagens que guardo aproximam-se da paisagem que este local me proporcionou hoje.
Surpreendeu-me a organização criada em torno deste acidente natural para atracção turística e que é uma forte fonte de receita.

Depois de termos caminhado nesse espaço, continuámos viagem e descemos mais até Lehinch, pequena povoação junto a costa, onde almoçámo
s num pub tradicional. Surpresa
das surpresas, para além de uma refeição bem servida, foi encontrar presos no tecto do pub dois cachecóis do Futebol Club do Porto, o que me encheu a alma de azul, como de certeza aconteceria com qualquer dragão. Não é assim, Victor? 
Encetámos então a viagem de regresso e resolvemos descer mais um pouco para visitarmos Ennis, uma cidade com bastante vida e muito acolhedora, mas já longe do mar.
Chegámos quando o sol se despedia depois de nos ter dado um dia muito agradável. Mas, como sempre, quem tivesse apostado que no dia de hoje não chovia, teria perdido porque à noite, pela hora de jantar, chuviscou um pouco.
É uma aposta que nunca se deve aceitar na Irlanda...
Bem, o dia de amanhã vem aí e depois contarei.

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