Um texto da Revista Veja
COMO AVALIAR AS ESCOLAS
Camila Antunes
Camila Antunes
Especialistas em educação destacam o que os pais devem considerar nas visitas às escolas candidatas a receber seus filhos.
A maior parte dos estudos demonstra que o que mais faz diferença no desempenho acadêmico de um aluno não é a escola que ele freqüenta, mas o nível socioeconômico dos pais e dos alunos que compõem a sala. Explica-se: as crianças que têm o hábito de ler e observar os pais em trabalhos intelectuais – em geral as mais ricas – chegam à sala de aula mais preparadas do que outras que vivem num ambiente sem estímulos ao estudo. É esse o argumento que justifica o esforço de pagar a mensalidade de uma escola particular. "Alunos de colégios privados aprendem a ler e escrever quase por osmose", diz o economista Gustavo Ioschpe, especialista em educação.
Feita essa opção, o maior desafio é encontrar um colégio cuja proposta de ensino mais se aproxime dos anseios dos pais. Se o objetivo é preparar a criança para viver no exterior, uma escola bilíngüe oferecerá o melhor resultado. Se os pais valorizam a tradição, provavelmente escolherão um colégio religioso. Há escolas que dão ênfase às artes e aos esportes. Na reportagem a seguir, pais e especialistas em educação (que também são pais ou mães e já se viram nessa tarefa de escolher onde matricular seus filhos) destacam as características de uma escola que julgam fundamentais. Em geral vale mais o bom professor do que a estrutura invejável.
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Na opinião de RYON BRAGA, presidente da consultoria educacional Hoper
Não se impressione com...
...o laboratório de informática. "O importante é que o computador tenha uso pedagógico. Em algumas escolas as crianças simplesmente ficam livres para navegar na internet", diz.
Revista VEJA (ed. 1985 - Brasil)

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