a nobreza de Noa

Há momentos em que nos apetece gritar para a vida: - pára!... pára!...
São os momentos em que desejamos que o tempo não ande mais para podermos saborear plenamente a felicidade que nos causam.
Hoje tive um momento desses quando recebi um mail da Noa Orizales, de quem há algum tempo nada sabia.
A Noa é uma linda galega que foi aluna do Instituto Anxel Fole, em Lugo, e que tive o imenso prazer de conhecer quando, eu e o Crespo, (já aposentado), fizemos intercâmbio com os alunos desse Instituto, depois de vários anos o termos feito com um Instituto de Pontevedra (fica tranquila, Susana, que ainda não contarei a história do “pauzinho na engrenagem” a cuidado do amigo Zé).
Nesses intercâmbios – e recordo aqui o meu amigo Xosé Manuel Castro, professor do mesmo Instituto – os alunos ficavam em casa dos visitados e tinham oportunidade para se aperceberem do quotidiano das famílias de um e do outro lado da fronteira, afinal bem ténue, como constatámos todos.
Alguns episódios interessantes poderia agora evocar, mas gostaria de partilhar com vocês um que me marcou imenso pela generosidade que encerra.
Noa praticava atletismo e, no ano de 1995/96, estava connosco no intercâmbio. Naquele Sábado não participou nas actividades em que estivemos envolvidos em Lugo porque tinha uma prova. Voltamos a ver Noa no regresso à cidade, ao fim da tarde, junto à porta do Instituto.
Quase sem me deixar descer do autocarro, abeirou-se de mim e antes que eu dissesse alguma coisa, começou a falar-me.
Fiquei aturdido. Naquele instante a Noa entregava-me, oferecida à Escola de Monserrate, a medalha que recebeu pelo 1º lugar que havia conquistado naquela manhã.
Há dias estive a ver as montras situadas no corredor junto ao átrio de exposições e neles encontrei algumas peças ofertadas pelo Instituto Anxel Fole. Presumo que naquele conjunto esteja lá a medalha que a Noa nos deu. Mas está anónima, silenciando este gesto de nobreza e de generosidade.
Por mim, sempre recordarei aquele momento e a grandeza de Noa: -Esta medalha é para a tua escola. Ganhei-a hoje numa prova de atletismo.
Um beijinho para ti, Noa!
(Nota: - Se pretenderem saber mais um pouco sobre o episódio e sobre Noa, naquele tempo, podem consultar um texto publicado em FAROL nº 9, Maio 1996)
São os momentos em que desejamos que o tempo não ande mais para podermos saborear plenamente a felicidade que nos causam.
Hoje tive um momento desses quando recebi um mail da Noa Orizales, de quem há algum tempo nada sabia.
A Noa é uma linda galega que foi aluna do Instituto Anxel Fole, em Lugo, e que tive o imenso prazer de conhecer quando, eu e o Crespo, (já aposentado), fizemos intercâmbio com os alunos desse Instituto, depois de vários anos o termos feito com um Instituto de Pontevedra (fica tranquila, Susana, que ainda não contarei a história do “pauzinho na engrenagem” a cuidado do amigo Zé).
Nesses intercâmbios – e recordo aqui o meu amigo Xosé Manuel Castro, professor do mesmo Instituto – os alunos ficavam em casa dos visitados e tinham oportunidade para se aperceberem do quotidiano das famílias de um e do outro lado da fronteira, afinal bem ténue, como constatámos todos.
Alguns episódios interessantes poderia agora evocar, mas gostaria de partilhar com vocês um que me marcou imenso pela generosidade que encerra.
Noa praticava atletismo e, no ano de 1995/96, estava connosco no intercâmbio. Naquele Sábado não participou nas actividades em que estivemos envolvidos em Lugo porque tinha uma prova. Voltamos a ver Noa no regresso à cidade, ao fim da tarde, junto à porta do Instituto.
Quase sem me deixar descer do autocarro, abeirou-se de mim e antes que eu dissesse alguma coisa, começou a falar-me.
Fiquei aturdido. Naquele instante a Noa entregava-me, oferecida à Escola de Monserrate, a medalha que recebeu pelo 1º lugar que havia conquistado naquela manhã.
Há dias estive a ver as montras situadas no corredor junto ao átrio de exposições e neles encontrei algumas peças ofertadas pelo Instituto Anxel Fole. Presumo que naquele conjunto esteja lá a medalha que a Noa nos deu. Mas está anónima, silenciando este gesto de nobreza e de generosidade.
Por mim, sempre recordarei aquele momento e a grandeza de Noa: -Esta medalha é para a tua escola. Ganhei-a hoje numa prova de atletismo.
Um beijinho para ti, Noa!
(Nota: - Se pretenderem saber mais um pouco sobre o episódio e sobre Noa, naquele tempo, podem consultar um texto publicado em FAROL nº 9, Maio 1996)

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