1 de Maio
Maio é um tempo que me encanta.
Recordações de infância me chegam com este mês e até os cheiros vividos em criança me voltam de novo. Mas outras notícias me atormentam e me apelam a expressar os afectos. Deixarei, todavia, para depois.
Gostaria de falar um pouco desse tempo de outrora.
Hoje fui tocado pelo título de um jornal e quero falar das mulheres que eu conheci na terra da minha infância e juventude.
A imagem e o título – ver imagem – fizeram-me lembr
ar as mulheres de outrora da minha terra que se desdobravam em tarefas, carregando à cabeça tudo quanto era possível transportar de casa para os campos e dos campos para casa; de casa para as feiras e das feiras para casa; de casa para qualquer sítio e de qualquer sítio para um sítio qualquer.
E veio-me à memória a minha mãe.
Minha mãe era uma dessas mulheres, uma das mulheres-formiga que dos campos tudo traziam em cestos transportados à cabeça, carregando-se sozinhas por artes inimagináveis. Mulheres capazes de transportar o mundo, mais tenazes do que Atlas, e que somente a idade as curvava.
Essas mulheres eram um sério suporte da economia doméstica e, gemendo, traziam a mais-valia ao pouco rendimento que o agregado familiar obtinha. Um homem ponderado deveria casar com uma mulher que assim se mostrasse porque era garantia de sucesso familiar.
Hoje, as mulheres da minha terra já não carregam assim.
Ainda bem. Mas tenho alguma dificuldade em perceber se ainda existem mulheres-formiga.
Recordações de infância me chegam com este mês e até os cheiros vividos em criança me voltam de novo. Mas outras notícias me atormentam e me apelam a expressar os afectos. Deixarei, todavia, para depois.
Gostaria de falar um pouco desse tempo de outrora.
Hoje fui tocado pelo título de um jornal e quero falar das mulheres que eu conheci na terra da minha infância e juventude.
A imagem e o título – ver imagem – fizeram-me lembr
ar as mulheres de outrora da minha terra que se desdobravam em tarefas, carregando à cabeça tudo quanto era possível transportar de casa para os campos e dos campos para casa; de casa para as feiras e das feiras para casa; de casa para qualquer sítio e de qualquer sítio para um sítio qualquer.E veio-me à memória a minha mãe.
Minha mãe era uma dessas mulheres, uma das mulheres-formiga que dos campos tudo traziam em cestos transportados à cabeça, carregando-se sozinhas por artes inimagináveis. Mulheres capazes de transportar o mundo, mais tenazes do que Atlas, e que somente a idade as curvava.
Essas mulheres eram um sério suporte da economia doméstica e, gemendo, traziam a mais-valia ao pouco rendimento que o agregado familiar obtinha. Um homem ponderado deveria casar com uma mulher que assim se mostrasse porque era garantia de sucesso familiar.
Hoje, as mulheres da minha terra já não carregam assim.
Ainda bem. Mas tenho alguma dificuldade em perceber se ainda existem mulheres-formiga.

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